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sábado, 7 de julho de 2007

Sobre Cinema



A candura de “Peixe Grande”;
A excelência de “Dr. Fantástico”;
A importância de “Cidadão Kane”;
A astúcia na “Última Noite de Boris Grushenko”;
A sanidade de “Quero Ser John Malkovich”;
A dor de um “Brilho Eterno de uma Mente sem Lembrança”;
A esperteza do “Sentido da Vida”;
A malícia de “De Olhos bem Fechados”;
A bizarrice de “Rushmore”;
O ritmo de “ La Nave Va ”;
A elegância “Do Inferno”;
O misterio do “Enigma de Kasper Hauser”;
A dificuldade de “Adaptação”;
O carisma dos “Excêntricos Tennenbauns”;
A vingança de “Lolita”;
A víscera de um “Réquiem Para um Sonho”;
A loucura de “Trainspotting”;
A incrível “Vida de Brian”;
O segredo de “Pi”;
O conforto do “Diário de Briget Jones”;
O sonho de “Orgulho e Preconceito”;
A desenvoltura do “Dorminhoco”;
O medo do “Parque dos Dinossauros”;
O desconhecido “Donnie Darko;”
O sorriso de “Pequena Miss Sunshine”;
A angústia de “O Iluminado”.


E todos os outros adjetivos de grandes filmes que, por hora, eu esqueci.

sexta-feira, 22 de junho de 2007

O Queijo e Eu


Como em todas as minhas relações e relacionamentos, – mais esquisitos e pitorescos do que muitos por aí – com o Queijo não poderia ser diferente.

Preservemos a inicial maiúscula do referente, por ser algo de suma importância para a compreensão deste documento.

É engraçado: quando somos pequenos, temos um gosto diferente, e esse gosto vai evoluindo conforme o passar do tempo, etc e tal, porém, começar uma paixão louca de um dia para o outro, no meu vocabulário só pode significar uma coisa: obsessão.

Pesado, pesado... Eu sei. Mas só pode ser obsessão. Não que eu passe o dia inteiro pensando Nele, nem eu comeria, por exemplo, comida japonesa com Queijo (claro, se houver os dois pratos em uma só refeição, apreciarei com o maior prazer), mas Ele se transformou em uma peça fundamental para o meu entendimento de mundo.

Em um dia, não me lembro bem quando, mas há pouco menos de dois anos, eu comia Queijo em sanduíches, Queijo ralado, em massas, risotos, pizza, salgados, mussarela de búfala na salada, molhos de Queijo, sabor Queijo artificial, Cheetos, e por aí vai, mas nunca puro. Nunca Brie, jamais Camembert, fondue de queijo então, era algo de mais sem graça que poderia existir na face da Terra! De repente, aquele cheiro, aquele sabor, o vinho para acompanhar. Queijo, Queijo, Queijo!

Ok, ok... Não ignoremos o poder de um bom pão ou torradinha para acompanhá-Lo! Mas o pão é um mero coadjuvante (essencial, mas coadjuvante). Enquanto Ele, ah, ele... Ele sabe seduzir, sabe encantar, sabe derreter, sabe aparecer. Imaginem vocês, uma mesa de madeira escura, com vários Deles em cima. Aquelas espatulazinhas mágicas para O cortarem, aquela beleza que só eles têm! Quanto sabor! Queijo, ó, Queijo.

O que faria hoje de minha vida sem ele? É como no conto “A Dócil” de Dostoiévsky, não sei por que Ele apareceu, pra quê Ele apareceu, só sei que me apaixonei, Ele virou parte integrante de minha vida, e agora acabou. Mas sempre haverá mais para comprar em mercearias, supermercados, padarias, lojas de conveniência, enfim (diferente do caso do conto).

Puxa, como sou chula por essa comparação. Não me importa! Amo Queijo e o Queijo ama a mim. Fim.

sexta-feira, 8 de junho de 2007

A condição, o Condicionado e o Condicionador



Esta é uma peça divida em três atos.

Ato I: A Condição

Dar ao texto um tom filosofal, banal ou humorístico? Fazer o leitor pensar em dúvidas existenciais como “se você fosse obrigado a escolher entre não fazer nada e viver de memórias ou não ter memória e fazer as coisas mais loucas possíveis, o que você escolheria?”, ou fazer um diário de piadas como “Sem Plumas” de Vossa Excelência Woody Allen? Comentar “melhores da vida” como em “Alta Fidelidade”, ou propor manifestos? Covardia ou coragem? Megalomania ou modéstia? Extremos dão-se as mãos? Pasteurizados ou padrões? A-há! Os dois últimos não são extremos.

Vejo que o texto optou pela metalinguagem, e pela “ó tão falada” ‘linguagem rebuscada’. Ah, quantas palavras bonitas para descreverem uma situação! Desculpe-me, não situação e sim “condição”: Porque todos nós temos válvulas de escape para desenvolver o processo criativo.

Eu, por exemplo, coloco músicas POP, e literalmente POP, que vão de Britney Spears à Glória Gaynor, e danço feito uma retardada em frente ao meu computador. Essa cena é real, não se assustem. Invento coreografias ‘E’ncríveis e por aí vai.

Bem em frente ao escritório há uma grande janela, espécie de janela-porta, e se qualquer um passar na rua quando a janela estiver aberta e eu estiver dançando feliz, poderá apreciar a minha humilde pessoa em momentos sem igual! Aliás, às vezes morro de medo disso acontecer, e fico olhando pela janela, para ver se há algum carro parado em frente da casa me observando. Paranóias à parte, essa foi a condição.

Ato II: O Condicionado

O condicionado pode ser qualquer um, qualquer um mesmo: Eu posso ser o condicionado; você, leitor, pode ser o condicionado! As falas desse papel são de fácil memorização, e qualquer um tem capacidade suficiente para interpretá-lo sem fazer grandes esforços. Elas geralmente se resumem a “Ai, não consigo.”; “Não dá.”; “Vou desistir.”; “Não! Seja persistente”; “Eu tenho que conseguir!”. E uma improvisação nunca é de mal grado.

O condicionado pode ser estudado, principalmente, pela teoria da psicologia comportamental, o famoso “behaviorismo”. Para quem não sabe: é uma teoria sobre estímulos e as respectivas reações a eles. O que me lembra “LOST”, e que eu perdi o fio da meada. Já fui fã de carteirinha, nunca perdia um episódio sequer. Agora desandei nessa vida e vou ter que esperar para ver a maratona. Porque, não sei se vocês sabem, mas às vezes eu crio alguns tipos de CONDIÇÕES para fatos e, em relação à “LOST”, a condição que criei foi que o bacana do programa é a trama em si, e não o show televisivo. Portanto a brincadeira é ser masoquista e ficar uma semana inteira pensando o que acontecerá no episódio seguinte. Conseqüentemente, não baixo episódios pela Internet; não os alugo em DVD; não compro pirata. Nada disso importa, porque o que realmente importa é a condição em que me coloquei, ou seja, como me transformei no “condicionado”.

Ato III: O Condicionador

“Shampoo, qualquer um. Condicionador, só Monange.”

FIM