quarta-feira, 13 de junho de 2007

Ainda falando sobre minha família, e o quão loucos somos.


Ontem eu escrevi sobre a preguiça de pensar do meu pai, e sobre o meu irmão e seu consumo de gardenal na infância. Hoje eu vou falar sobre minha mãe e sua única filha.

Época de páscoa, tinha acabado de acordar; o telefone toca, eu atendo, e é uma prima minha:

Prima ' - Anota o telefone da Chocolândia* para sua mãe.'
Eu ' - Meeuuu!!! Chocolândia!!!! Que louco!!!!! A maravilhosa terra do chocolate!!!! Você já foi lá? Deram muitos chocolates pra você? Na entrada tem barras de chocolate sorrindo e acenando para todos???'
Prima ' - ...!?'
Eu ' - Pode falar que eu estou anotando...'


Sim, eu sou uma retardada imprestável no período da manhã.

Chocolândia - Um estabelecimento em São Paulo que vende chocolates, doces e tudo quanto e coisa para embrulhar e decorar esses baratos.

Um sonho medonho

Eu sonhei, um dia, que estava assistindo a uma peça com alguns amigos, e na platéia estava a galera do Casseta e Planeta e mais alguns famosos. A personagem principal da peça era interpretada pelo Maluf!!!! Um dos caras do Casseta se levantou, e começou a bater boca com o Maluf, que estava no palco. Ele então desceu do palco para tomar satisfações, e mais pessoas da platéia se manifestaram, inclusive eu. Depois de toda discussão, quando estão todos saindo do teatro, começa outra confusão na porta do mesmo. Todo mundo correndo, e a polícia a cavalo atirando e jogando bombas de efeito moral. Na frente deste teatro tinha uma praça bem grande. Foi uma loucura porque todo mundo corria para todos os lados da praça, e um cara passou correndo por mim e disse: 'É a ditadura! Se eles pegarem a gente, fodeu!' E eu corria, mas chegou uma hora que as minhas pernas não obedeciam mais... Ah, foi um sufoco! Que sonho de merda...

About my crazy mom

Um dia, mamãe e eu voltando a pé do cinema, estávamos passando por uma avenida, quando avistamos um radar.

Ela:

'- Olha! Um radar móvel! Vamos derrubar ele?'

Eu, incrédula:

'- Como???'

Depois que eu mostrei o meu espanto ela falou que só estava querendo brincar comigo... Louca, só pode.

E já faz um tempo, ela estava sentada na mesa da cozinha, e eu estava vasculhando a geladeira a procura de algo para comer.

A TV da cozinha estava ligada na MTV, e estava passando um clipe da Madonna, e no ritmo da música que estava tocando eu coloquei uma outra letra em cima, sobre o fato de estar morrendo de fome, com a cabeça dentro da geladeira e procurando algo gostoso para comer, sem achar nada. E minha mãe:

'- Nossa, então é essa a tradução da música que está tocando?'

Eu caí na gargalhada! Sério, eu chorei de tanto rir. Depois de me recompor olhei para cara dela, que estava séria olhando pra mim:

'- Eu sabia que ia te fazer sorrir com isso.'

É... minha mãe é fofa.

terça-feira, 12 de junho de 2007

Existe quem não entenda nadinha de moda...


... e ainda assim consiga ser feliz com o guarda roupas? SIM.

Sempre gostei muito das aparências. Confesso ser muito fútil, e incrívelmente preconceituosa com pessoas que não sabem combinar a meia com o sapato. Não tenho nenhuma inclinaçãozinha para a moda, nunca tive muito interesse. Costumo seguir o mesmo estilo sempre (neste texto eu conto como descobri isso!), adaptando um pouquinho, para nunca ficar cafona, é claro.

Recebo este tipo de elogio de amigas que entendem um pouquinho mais deste mundo lindo da moda do que eu: “Tu tens estilo próprio!” ou “Tu és firme e decidida no que diz respeito a roupas!” – Sempre amei! Fico me achando uma pessoa linda...RÁ! Até o dia em que ouvi algo tipo: “Gosto do jeito que tu te vestes porque tu nunca segues uma única linha, e ao mesmo tempo andas numa única estrada”. AÍ EU FIQUEI CONFUSA, AMIGA! Depois de alguma explicação eu “meio que entendi”.

Desde bem pequenininha, segundo minha mãe, eu sou meio perua. Claro que toda criança tem uma fase em que adora vestir roupas da mãe, usar os batons, - até mesmo os meninos! – perfumes e acessórios... Mas ela diz que eu sempre fui assim, sempre! Pois bem, cresci e continuo adorando o estilo da minha mãe. Ela tem muito bom gosto, consegue ser clássica e moderna no mesmo dia, mas sempre dentro de um padrão de elegância. E continuo, até hoje, pegando as roupas dela emprestadas. Mas os sapatos... Ah, os sapatos! Minha mãe tem sapatos lindos, lindos demais...

Continuando (já estava babando pelos sapatos da minha mãe)... Eu continuo sendo a mesma pessoa, desde sempre, mas consigo manter equilibrados dois ou três “sub-estilos” dentro de um só. Parei pra pensar, e é a mais pura verdade: Eu simplesmente NÃO CONSIGO adotar modismos. Não dá! Me dói! Posso usar uns elementos “tendência” dentro do meu próprio estilo, mas não passa de um toquezinho de coisas diferentes aqui e ali, de vez em quando.

Sabe, ao contrário do que vocês devem estar pensando, eu não me sinto insegura quanto ao guarda roupas. Parece mentira, mas poucas vezes senti algum tipo de ‘medo de ser cafona e não perceber’. Acho que é porque mesmo que eu saiba que muuuitas pessoas devem me olhar e odiar minhas roupas, eu tenho consciência de que visto somente o que gosto, quando estou afim. Não tenho medo de ser extravagante demais. Aliás, eu sempre fui meio extravagante, salvo nos dias em que estou super bem humorada: aí uso tênis! (isso é um indicador de humor para os meus amigos.)

E gardenal serve pra que mesmo?


Eu estava na cozinha e o meu pai passou por mim, parou, pensou dois segundos e perguntou para a minha mãe, que estava na lavanderia, onde estava o abridor de latas. Ouvindo a pergunta eu fui lá na terceira gaveta do balcão da pia peguei o abridor de lata dei na mão dele e falei: '- Eu achei fácil porque eu tenho 3º grau completo'. Ele fingiu que não era com ele e saiu andando. É isso aí, agora eu vou dar essa resposta para todo mundo que se recusar a pensar um pouco... e também para eu fazer algum uso do meu 3º grau completo.

E hoje eu estava no meu quarto lendo o jornal quando o meu irmão mais novo bateu a porta. Fui ver o que ele queria e quando abri a porta ele me perguntou direto, com cara de 'estou passado':

- Você sabia que eu tomava gardenal quando criança?

Eu disse que não e ele:

- É a mãe me disse isso agora. Dá para acreditar?

Olhei bem pra cara dele e respondi que não era de se estranhar e ele saiu pelo corredor resmungando:

- Putz! Como ela fez uma coisa dessa!? Eu odiava ter que ir naquele lugar (clínica psiquiátrica) ficar perdendo meu tempo com aquela mulher (psicóloga) que me tratava como retardado...

Respondi que ele estava sendo maldoso, que graças a percepção de nossa mãe e esse tratamento (que era só ir lá, brincar a valer e se divertir com barro até onde eu me lembro) hoje ele é uma pessoa inteligente, criativa e sociável³ (argh! doeu ter que falar isso). Ele fingiu que não era com ele e seguiu resmungando. É, ele aprendeu isso com o meu pai.

segunda-feira, 11 de junho de 2007

I can’t get (no?) satisfaction.



Eu tenho cortinas novas.

E eu pulo, abraço, e aliso minhas cortinas novas dizendo “eu te amo, cortina”, eu fico parada as olhando na minha sala, com os olhos marejados de felicidade. É esta a realização da pessoa aqui em questão.
Isto pode significar nada pra vocês, que provavelmente moram com os pais. Mas perguntem pra suas mamães o que elas sentiram quando suas cortinas foram instaladas na suas respectivas salas.

Eu moro há mais de um ano aqui, nesta casa. Antigamente eu morava na da minha mãe, que foi embora do Brasil e deixou a sua casa toda decorada por ela mesma, pra eu e minha novíssima família morarmos. Suas panelas, seus jogos de lençol, suas tupperwares e suas cortinas. Tudo o que minha mãe juntou durante os quase 25 anos de casamento dela. Por mais que eu fosse a responsável por tudo aquilo, era a casa da minha mãe, eram os móveis da minha mãe, eram as cortinas da minha mãe.
Então meu marido arranja um emprego em outra cidade e temos que nos mudar.
Uma solução temporária para termos alguma privacidade foi colocarmos lençóis nas janelas. Mas seria algo para durar no máximo um mês. E passou um, dois, três, seis, doze.

E eu arrumei os móveis conforme o feng shui aconselha, distribuí tudo conforme a necessidade estética. Mas havia os lençóis, aqueles malditos lençóis nas janelas, que davam um aspecto totalmente cigano à minha sala.
Aquilo me deprimia. Eu não era cigana, eu era uma menina de 23 anos, com uma família pra cuidar. E aqueles lençóis feios e velhos, da moranguinho, presos com alfinetes, me impediam de seguir em frente.

E um belo dia, meu marido, tocado pela mão divina, entra no site das pernambucanas, e vê belíssimos e baratos modelos de cortinas. Então, tocados pela outra mão divina, corremos pra loja mais perto de nossas casas e, em menos de 10 minutos, saio da loja plena e cheia de sacolas.
Eu tiro fotos da instalação, vou ao lado de fora e quase choro de emoção, porque não vejo mais os desenhos da moranguinho. E ainda por cima, elas combinam com o sofá; o rack; a escrivaninha; a sapateira e até com meu mensageiro do vento.
Minha sala está completa, recheada, e sem aquele ar de que, a qualquer momento, Dara e Igor desceriam pelas escadas.

Eu tenho cortinas novas, e sou feliz.


O próximo passo é trocar o sofá. Eu não posso assistir Twin Peaks e Arquivo X num sofá rasgando. Isso me tira a vontade de viver.

Onde está a benevolência?



Um dia desses estava no MSN e um amigo me manda um link no mínimo curioso: http://www.conselhosdoceu.com/index.html. Cliquei e me deparei com um site que poderia ser um dos mais visitados na categoria “comédia” se realmente não fosse um site com supostos conselhos do céu. A parte de aconselhamentos está recheada de pérolas, e não pude deixar de imaginar perguntas que ficaram faltando e seus possíveis aconselhamentos:

1) Sou gay e amo meu namorado, mas a Bíblia só fala no verdadeiro amor entre homens e mulheres. Então eu deveria trocar de sexo para agradar Jesus?!?
Resposta:
Meu filho, a operação de troca de sexo não é algo que um cristão deva fazer, pois você estaria desdenhando uma parte de seu corpo que foi lhe dada pelo Senhor. Tão pouco é correto dois homens trocarem gestos de carinho além de tapinhas nas costas – manifestações como as que os jogadores da seleção de vôlei fazem ao comemorar um ponto são altamente pecaminosas. O ideal seria você e seu companheiro se comportarem como os casais gays das novelas da Globo. Estes sim são exemplos de conduta moral, não trocam carícias, são celibatários, não dão pinta e geralmente deixam tudo subentendido, muito mais comportados que seus colegas de elenco heterossexuais. Que pouca vergonha aquela Camila Pitanga! Melhor nem comentar...

2) Moro do lado de um baile funk e o som entra na maior altura aqui em casa, não consigo evitar de escutar, estou pecando por isso?!?
Resposta:
Sim, minha filha, você está pecando! Funk é um ritmo do Demo e todos que escutam esse som arderão no mármore do inferno. No entanto, desenvolvemos objetos para salvar a alma de cristãos desesperados como você, irmã. Temos um modelo de tapa-ouvido igual ao que o Papa Bento XVI para abafar o som desse povo escandaloso e pobre do Brasil. Agora se você deseja mais tranqüilidade, temos I Pods carregados com a leitura da Bíblia pelo Cid Moreira. Ambos estão à venda na Paróquia mais próxima de sua casa.

3) Pastor, sou feia, gorda, fanha, manca, uso óculos fundo de garrafa, cheiro mal, tenho uma pinta cabeluda no rosto, bigode e meu apelido é Godzila aqui no bairro. Sou uó! Jesus me odeia!
Resposta:
Não minha querida fiel, Jesus não te odeia, Ele te ama e te quer ao seu lado nos Reino dos Céus. Essa sua aparência repulsiva lhe foi dada de propósito, que deve ter tendências lascivas, a não sucumbir ao pecado da carne, já que ninguém vai querer te comer. Mas não se desespere, a Igreja te acolherá. Você pode trabalhar nas cabines de confessionário, ninguém mais será obrigado a olhar para sua cara. Além disso, você ouvirá as confissões mais íntimas e degradantes dos outros. É divertido. Acredite!
Se vocês se interessar aqui vão as penitências:
Pecadinho: 3 Pai Nosso, 2 Ave Maria e 1 Santo Anjo
Pecado: 1 terço inteiro, bolinha por bolinha!
Pecadão: Assistir ao filme do Padre Marcelo.

4) Pastor, Britney Spears realmente é o novo Anti-Cristo?
Resposta:
Não, ela é apenas uma mera aspirante. O verdadeiro Anti-Cristo é a Regina Duarte.

5) Meu filho formou uma banda de rock e está usando muitas drogas, pastor! O que eu faço? Já fiz até promessa pra Nossa Senhora Desatadora-Dos-Nós, mas nada funciona!
Resposta:
Não se preocupe, irmã, porque isto não passa de um período turbulento das coisas, você deve apenas ter fé e esperar o rumo natural das coisas. Essas bandas de drogados não duram muito tempo, depois de um grande fracasso, brigas internas ou algumas overdoses, elas têm a tendência a surtar e virar evangélicas. Apenas garanta que a banda do seu filho não faça sucesso, estimule seu gosto musical ruim; compre CDs do CPM 22, Detonautas e Fresno que Jesus fará o resto. Amém!



(o autor desse texto não tem o objetivo de denegrir a imagem da Igreja Católica. Ele fez primeira comunhão, crismou e era coroinha wannabe aos 10 anos de idade.)

domingo, 10 de junho de 2007

Vamos logo com isso que o mundo está acabando!



Um dia desses assisti ao documentário 'Uma verdade inconveniente' do ex-candidato à presidência do EUA, Al Gore. Gostei, achei muito interessante, com informações válidas, e também o achei bem apocalíptico. Bem apocalíptico mesmo. Sério, fiquei com medo. Nós vamos morrer.

Mesmo tomando as providências que o documentário sugere para que a desgraça não aconteça quarta-feira da semana que vem, acho que não vai ser a tempo não, minha gente, o estrago está feito! Até mesmo porque estas providências são para amenizar ou adiá-lo, e a tragédia vai acontecer de qualquer maneira.

Mesmo que queira acreditar que as mudanças drásticas que podem ocorrer no planeta ainda levarão, pelo menos, 60 anos para ocorrer, eu não consigo: Neste ano ocorreu, em São Paulo , um fato que me deixou com mais medo ainda: de um dia para o outro a temperatura oscilou cerca de 15ºC! Em um dia estava 28ºC e no outro 13ºC!

Isto me fez lembrar do filme 'O dia depois de amanhã', no qual os cientistas fizeram previsões para daqui a muitos anos sobre a possibilidade de as conseqüências do aquecimento global vierem à tona com toda a sua força; mas a tragédia começou a acontecer apenas duas semanas depois de eles terem apresentado o relatório sobre a pesquisa.

MEDO! E se acontecer isto, aqui, na vida real? Se nós reciclarmos o lixo, consumirmos menos energia, comprarmos produtos não-poluentes para garantirmos a nossa vida, quem sabe as chances diminuam?

Mas e se a natureza nos sacanear e começar a mostrar a que veio em outubro desse ano!? Nada contra sua desforra, ela está em seu direito, afinal a sacaneamos há anos, e só agora ficamos com remorso e cogitamos pedir desculpas.

Tarde demais! A magoamos, e foi direto no âmago, ou melhor, nas calotas polares. Mas eu também tenho o direito de ter medo... E pressa. É... Para com alguns aspectos da minha vida eu já descartei a possibilidade de ser paciente, afinal, convenhamos: existindo a possibilidade de o mundo acabar daqui a alguns meses eu vou ficar esperando, sendo paciente, pensando demais? Não mesmo!

- Oi, eu vim buscar as minha fotos.
- Ainda não estão prontas, volta em meia hora.
- Como assim meia hora? Amiga, em meia hora as águas da praia de Santos podem estar em nossos joelhos, e você quer que eu espere trinta minutos para ver se minhas fotos ficaram boas?!

- Vamos passear no zoológico?
- Ah, eu preciso ver se realmente posso... Não dá pra ser semana que vem?
- Oh! Claro que pode! Se você não se incomodar de chegar lá atravessando 20cm de neve só para ver os animais que já estarão extintos na ocasião, e somente constarão no zoológico como uma lembrança de um passado que jamais voltará... Tudo bem! Sábado às 14h, está bom pra você?

- Eu fico ou não fico com o fulano? Eu gosto tanto dele, mas não sei se é recíproco.
- Como? Com o mundo acabando e a possibilidade de presenciarmos a temperatura de 50ºC em um dia de sol, você está pensando se seu afeto é recíproco? Poupe-me, fique com ele de uma vez! No mais, se o caso não evoluir, pelo menos você se divertirá mais um pouco antes do fim iminente.

- Eu preciso economizar ao máximo neste ano, porque estou pensando em fazer um tour na Europa nas minhas férias no ano que vem.
- Você entra em férias em novembro, né? O que te garante que a Europa ainda existirá em novembro do ano que vem? Se eu fosse você, pegava a grana que já tem e ia passar as férias deste ano em Fernando de Noronha. Claro, se até novembro a ilha não tiver sido engolida devido ao aumento do nível do mar.


Apesar de tudo isso aí em cima... Não estou pessimista. É claro que quando paro para pensar nisso tudo fico com medo, como eu já disse, mas não pessimista. Porque também podemos pensar que esse é o ciclo normal do Planeta Terra, e que, com ou sem a nossa ajuda, iria acontecer de qualquer maneira.

Então devemos aceitar as vontades da natureza. Se houver algo a fazer para ficarmos mais tempo por aqui, ótimo. Se não, pelo menos teremos procurado a melhor maneira de viver nossas vidas plenamente. E confesse, tem sido legal enquanto está durando, não?

No dado momento me sinto em ritmo de fim de férias de verão. Sabe aquela sensação de quando só falta uma semana para voltar pra escola, e a gente se desespera para aproveitar ao máximo o clube, a praia, as companhias, a viagem? Então, é bem por aí.

A verdade é que o aquecimento global me deu uma bela/sinistra desculpa para ser mais prática, decidida, determinada e para largar as frescuras e partir pro ataque em busca de tudo que quero desta vida.

I'ts The End Of The World As We Know It (And I Feel Fine) - R.E.M.
Trilha sonora do texto.

prometo que o próximo texto será um recado de 5 linhas.

Charles Bronson e a formação do caráter



O filme é Justiça Selvagem que data de 1984. Onde você estava em 1984?

Bom, eu mal tinha acabado de chegar ao mundo e o Charles já andava por aí amarrando mangueira de incêndio no pescoço das pessoas e as jogando do 12º andar.

Como perdemos tempo nessa vida!

Charles é uma dessas figuras peculiares. Desde criança minha admiração por ele era imensa. Havia o duro de matar que nunca morria, I, II, III, e IV que passavam no Domingo Maior depois do Fantástico, e eu, moleque que era, assistia escondido com volume baixinho da TV para que Dona Maria Luisa não descobrisse e me comesse no esporro.

No entanto, o tempo passou, hoje eu tenho 22 anos e, acreditem, fazia o maior tempão que eu não via o Charles por aí.

Quando a saudade apertava no peito, eu me atracava com o Era Uma vez no Oeste, DVD que tenho em casa, no qual ele interpreta o Harmônica. Porém, esse enterro da saudade não tinha a o gostinho "vandárdigo" dos encontros casuais de outrora.

Hoje, nesse dia (que dia é hoje?), Charles e eu nos encontramos por acaso. Passava na TV o tal da Justiça Selvagem em que rola os lances da mangueira, varanda, pescoço, México, cocaína, bigode etc... E, meio que por um minuto, várias memórias infantis vieram à tona na minha cabeça vazia, como assistir filme escondido; querer ter bigode, brincar de assassinar os priminhos mais novos com tiros de 12, e coisas do tipo... foi bacana.

Nossa, Charles Bronson foi muito importante para a formação do meu caráter.

Musica da semana: Jane e Herondi- Não se vá!

Hobby da semana: Comprar absorvente para a menina loira.

Youtube da semana: Once upon a Time in the West - Theatrical Trailer


sou triste por nunca ter enforcado ninguém com uma mangueira e atirado um corpo do 12° andar, embora muitas pessoas mereçam o agrado.