sexta-feira, 27 de julho de 2007

Sobre como as pessoas me irritam...


Por simplesmente existirem.

Por que é que algumas pessoas não conseguem sair da estaca zero? Por que é que algumas pessoas não conseguem simplesmente dar uma melhoradinha sequer?

Insistem em ter a cabeça sempre vazia, e como se não bastasse, insistem em achar que a gente tem a obrigação de agüentar suas cabeças vazias.

Se é pra vir sempre com os mesmos “ai ais”, “beijos querida” falsidade, papo furado pra cá e lenga lenga batido pra lá, então... NÃO VEM.

O que têm na cabeça essas pessoas que esperam consideração da minha parte no meio da madrugada, após semanas sem me acrescentar nada, e pior, me incomodando, sendo que eu deixo BEM claro que me incomodam?

As pessoas não deveriam existir.

Eu odeio as pessoas.

Odeio.

Mesmo.

quinta-feira, 26 de julho de 2007

A Internet é uma comédia

Todos vocês sabem que eu tenho a comunidade Eu odeio Chihuahuas.

E por causa dela ainda TEM GENTE ME ENCHENDO no scrapbook com esse tipo de coisa:

Spike o cachorro:
sua comunidade sobre chihuahuas
é ridicula se vc fala isso é pq nunca viu um chihuahua
de verdade
ou seja é uma inguimorate!
meperdoe mais é a verdade!!!


Pois é , gente, para ele, eu sou uma INGUIMORATE.

Internet faz-me rir minha gente.

quarta-feira, 25 de julho de 2007

O Anel (parte 3/20)



Rosana era, como alguns gostavam de chamar, uma perua. Aquele tipo de mulher que nasceu, cresceu, vive e morrerá protegida, seja pelo pai, pelo marido, pelos filhos ou pelos seguranças.

Pois aconteceu que um dia a vida de regalias a cansou. Uma atitude de quem sempre conviveu com isso, pois poucas pessoas pensariam em abandonar tudo o que ela tinha desse modo. Ela não o faria por completo. Mesmo porque, ela não tinha nenhum grande talento, nunca precisou fazer nada, e, francamente, nuca teve o interesse. Isso até aquele dia.

Bem, ela não teve um acesso de criatividade e pintou uma obra prima, ou uma luz de inteligência e corrigiu a teoria da relatividade, mas saiu para dar uma volta. Sozinha.
Foi engraçado, mas bonito: ela colocou uma roupa de gente qualquer, ficou sem maquiagem ou penteado como gente qualquer, e saiu na rua, como gente qualquer. No começo, estava fazendo todo o show para impressionar o marido, e provar um ponto qualquer, mas qual não foi sua surpresa quando percebeu que gostava daquilo, de ser incógnita por uns instantes.
Começou a fazer os passeios duas ou três vezes por semana, como uma aula de tênis ou inglês, e foi num desses passeios, ou melhor, comendo um misto quente, que conheceu Caetano, um rapaz muito gentil, que logo se tornou seu amigo.

E que logo descobriu que ela não era o que aparentava ser, que ela era a dondoca da mansão no fim da rua. Isso não o incomodou. Bem, talvez um pouco, mas não o suficiente para mudar nada na amizade deles.
Aconteceu que numa linda manhã no parque, enquanto conversavam sobre como os pais guiam seus filhos por uma geração passada e como os passarinhos cantam de acordo com sua espécie, essa amizade virou algo mais. É, e ela era casada... Não sentia peso na consciência nem culpa, e tampouco o moço, pois achavam que o que havia ente eles era belo demais para ser mau.
Saíam juntos sempre e, por mais estranho que fosse, Caetano, ou Seu Caetano, como era chamado nessas circunstâncias, virou o faz-tudo da família Almeida. Na verdade, foi um jeito que os amantes acharam de passar mais tempo juntos.

Ninguém desconfiava de nada, e assim se passaram dois lindos anos. Ao fim desse tempo, era a hora da filha mais velha de Rosana, Manuela, se casar. A cerimônia seria na casa deles, e os preparativos estavam sendo feitos a todo vapor. Tudo correu perfeitamente bem até o dia do casamento, que seria no dia, três anos depois, que os noivos haviam se conhecido. Estava Rosana a admirar o vestido de sua filha, bem guardado em um dos quartos da casa, quando entrou Seu Caetano, para “arrumar uns encanamentos no banheiro”.

Entrou no quarto, fechou a porta, se dirigiu ao banheiro e abriu sua caixa de ferramentas. Só que de dentro dela não tirou nem uma chave de fenda nem um alicate, e sim uma garrafa de vinho com duas taças. Ele e sua amada brindaram não se sabe bem a que, e no que tomavam o vinho um do copo do outro, tentando imitar cenas de filmes antigos, Rosana sem querer inclinou demais sua mão e derramou metade do copo em cima do vestido da filha.
Ficou todo manchado e ela não sabia o que fazer, sentia vontade de chorar pela estupidez do que tinha feito. Passou-se um tempo em completo silêncio, até que ela resolveu ir consertar o vestido.
Pegou a saia, que era a parte manchada, e saiu São Paulo inteira atrás de um lugar que pudesse fazer algo em tão pouco tempo. Procurou por uma hora e meia e acabou numa casinha perto do centro, onde conseguiu, pagando um preço um pouco acima do padrão, que alguém fizesse outra saia, tentando usar os tecidos da original.

terça-feira, 24 de julho de 2007

Você tem boa memória auditiva?

Se sim, também é cinéfilo?
Então esse teste foi feito pra você!

Ele explora a sua memória auditiva, dando trechos de músicas-tema de filmes famosos. Tudo bem que uma boa parte são clássicos que a gente sabe o nome do filme sem mesmo ter assistido, mas eu achei interessante, porque raramente a gente dá atenção à trilha sonora (instrumental, eu digo).

O LINK com os testes.

E as repostas para Versão 1 e para a Versão 2.


Ah, e há a a versão para seriados, mas eu sou meio tonga pra seriados. Não assisto.
Só acertei 11 de 45.
Mas mesmo assim *vários corações* para os números 06, 25 e 45.

segunda-feira, 23 de julho de 2007

Quem quer ajudar, poe a mão aqui.

eu tenho várias amiguinhas especiais. uma delas se chama simone, e faz um mousse de limão divino.
(...)

e simone tem uma irmã. e essa irmã precisa de minha ajuda, sua ajuda, ajuda dos seus amigos e ajuda dos amigos do seus amigos.
e não vai te custar nada, não vai doer e vai te fazer se sentir bem.
irmanzinha de simone precisa de um transplante de medula óssea.
assim como milhares de pessoas precisam de um transplante de medula óssea. a chance de encontrar uma pessoa 100% compatível é, em média, 1 em cada 100 mil.
existe um registro nacional de doadores voluntários, e fazer parte dele é mais fácil do que se imagina.

- tem que ter entre 18 e 55 anos e um bom estado de saúde.
- procure na sua cidade o hemocentro ou hemonúcleo autorizado e cadastre-se.
- no ato do cadastro, vão coletar uma amostra do seu sangue e ver sua tipagem HLA (teste de compatibilidade).
- seus dados e sua tipagem HLA serão registrados.
- quando aparecer um paciente compativel, vão te chamar e refazer o exame e confirmar a compatibilidade.
- você só vai doar se quiser.

veja aqui como é feita a doação.
endereços em todo o brasil onde você pode se cadastrar. se sua cidade não estiver, vá a qualquer hemocentro ou hospital e se informe ;)


desde já, obrigada amiguinhos.


texto completo aqui.

Música pra Segunda (e pra terça, quarta, quinta...)




X-Ray Spex pra começar e continuar uma semana boa.


Warrior in Woolworths

Warrior in woolworths
Humble he may seem
Behind his serville innocence
He plots and he schemes

He's the rebel on the underground
She's the rebel of the modern town
He's the rebel on the underground
She's the rebel of the modern town

Warrior in woolworths
His roots are in today
Doesn't know no history
He threw the past away

Warrior in woolworths
Dips on friday nights
Youths meet at stockwell tube
Weapons rule their lives


Download: Warrior in Woolworths

domingo, 22 de julho de 2007

“Triste”


(J. G. de Araújo Jorge)


Eu hoje acordei triste.

Há certos dias

Em que sinto esta mesma sensação.

E não sei explicar qual a razão

Porque as mãos com que escrevo estão frias.

E pergunto a mim mesmo: “Tu não rias inda ontem tão feliz?

Diz-me, então, por que sentes pulsar teu coração

Destoando das humanas alegrias?”

E nem eu mesmo sei dizer

Porque estou triste.

Quem me olha não calcula, com certeza,

O imenso caos que no meu peito existe.

A tristeza que eu sinto ninguém vê.

É a maior das tristezas

É a tristeza que a gente sente sem saber por quê.