sábado, 17 de maio de 2008

Saudades/Desilusão



Sabe a nova estratégia de marketing da Mastercard que as pessoas podem mandar o momento que não tem preço delas?


Toda vez que eu tenho a infelicidade de ver isso eu me penso no meu momento sem preço. O de rever meus pais, minha cidade, meus amigos, minhca casa, minha cadela, os lugares que por 15 anos frequentei e que fazem parte de mim.


Claro que não vivo de nostalgia, mas não é um sonho americano sair de casa para fazer universidade. Na realidade, é que mostra a realidade. O quanto as pessoas são mediocres e infantis, essa parte dói. Já que se sai de casa com o pensamento que de rodeado de pessoas maduras e inteligentes a saudade e a lembrança de que sua casa está ha mais de 3 mil quilometros é praticamente esquecida.


Intrigas, fofoquinhas e a ignorancia prevalecem, isso, até mesmo na universidade é uma grande maioria. O que brocha, horrores. Pra compensar isso e a saudade de casa faço o possivel para ocupar minha mente e meu corpo sem gastar muito dinheiro (controlar o dinheiro é uma das realidades ao se sair de casa), e como a vida e a sua carreira é construida a partir do seu nome, nada mais lógico do que começar a trabalhar na construção do mesmo. Sou monitoria voluntária numa Oficina de Criação de Pipas com crianças, faço o máximo possivel para receber a maior quantidade possivel de trabalho lá, nos trabalhos da aula normal também, já que falaram que eu queria fazer tudo até, mas. É preciso de alguém com vontade e pé no chão.


Ninguém vive nesse mundo viajando na maionese, isso, meu caro, é impossivel. Projetos a serem realizados em 2 semanas estourando DEVEM ser realizados com a maior simplicidade e ergonomia possivel, não dá para criar 10 mil coisas desnecessárias!Isso me irrita. A falta de noção da realidade, do tempo, do custo/beneficio. Meu Deus, e essas pessoas se gabam de si mesmas! Muito! Inteligência não é aquilo legal que você viu na internet ou no Discovery Channel. Não é falar tudo o que sabe, saber as palavras do dicionário, simplesmente não é!


Inteligência é saber usar sabiamente todo o seu repertório. Muito fácil e ainda assim, conseguem complicar a vida!

domingo, 6 de abril de 2008

Da série: tentando usar o MSN para o bem




Conversa afiada:

Chinaski vs Regis


RR -acha que se tivesse grana seus problemas seriam todos resolvidos?

DC -ter grana resolveria quase todos os meus problemas. Então, tento manter esperança de que, se ganhar alguma, conseguirei dar rumo a muita coisa. O que me preocupa é o que eu não vou conseguir comprar.

RR -a grana satisfaz nossos desejos. a maioria... concordo com você. mas vem uma culpa, não sei de onde...

DC -pq culpa?

RR -os desejos, eles se multiplicam. dá medo ter grana

DC -sabe qual é o meu medo em relação a ter grana?

Eu fico me imaginando em algum ponto do planeta, em 24 horas, comendo e bebendo pouco, do bom e do melhor, pra não engordar e conseguir ficar elegante num vestido Prada e sentindo a velha sensação de que estou fugindo alucinadamente de alguma coisa

RR -meu medo é me render às facilidades da grana. é ficar o dinheiro por ele mesmo...

DC -Meu medo é de ser esquecida pelos detalhes...as pessoas se lembram de mim por eles, os detalhes. Eu não tenho milhões de amigos simplesmente pq não sou uma amiga maravilhosa. E as pessoas se lembram da minha ausencia e me cobram por isso. Então sei que sou amada. Se tiver muita grana, as pessoas nem vão reparar no meu defeito e por isso, serei totalmente esquecida.

RR -tenho medo da internet, dessa coisa do longe perto...

DC -Sabe que estou brincando com a coisa do longe perto? É jogar a rede longe demais...e ainda assim conseguir ver o que vem com ela...

ou vai me dizer que não estamos conversando? que não dividimos músicas, coisas, pensamentos de longe?

e sentimentos, e planos, e sonhos, e desejos,

está tudo aí, preto no branco

RR -sim, a gente joga a rede longe demais.

e a vida física fica complicada...

DC -fica e não fica!

não fica e fica!

RR -tá mas num tá




(Resolvi deixar a conversa original, pra transmitir o feeling. Quando um zine começa a postar conversa de MSN, galera... é porque o bicho tá pegando criatividademente...)

segunda-feira, 3 de março de 2008

Viajandoooo oho o-o



Sexo, gastronomia e música de qualidade, A Profaníssima Trindade. Não há lugar melhor para compartilhar minhas experiências literárias ao redor de uma das pessoas mais profanas que viveram até hoje nesse mundo, Henry Miller. Foi sempre no litoral que me afundei de cabeça e alma nos Trópicos. Dessa vez em Santa Catarina, curtindo o que o Brasil tem de melhor: praias paradisíacas, corpos esculturais e cerveja gelada. Quando o sol brilhava, curti areias claras e belas paisagens como a de Taquaras e Estaleirinho, além de um mar refrescante e revigorante. Mas é na calada da noite, no ápice da madrugada, no turno da lua brilhar quando percebo que no Brasil não há Champ Élysées, casas com piano em bairros ordinários, bandoleiros improvisando nas esquinas ou mesmo os bailes da Broadway. É nesse momento que sinto que preciso mergulhar agora em outro mar. Um oceano de palavras escritas com carne, sangue e paixão. Quando todos os corpos desmaiam embriagados de sono e eu sou a única alma realmente viva na escuridão, mergulho sem hesitar, como o mais viril dos homens adentrando um harém repleto de virgens sedentas. São inúmeros os orgasmos espirituais, não quero mais sair. Vou até o esgotamento total do corpo, já é dia e adormeço. Do fundo do oceano de palavras, volto com a força de um tubarão que persegue sua vítima com tanto vigor que salta para fora da superfície deslumbrando um mundo totalmente novo e iluminado. Só Miller pode proporcionar essa vitalidade.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

E agora José?

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Leis que PRECISAM ser criadas


Ai. O sistema legislativo desse meu Brasil é tão inútil, tão acéfalo, tão sádico. Ficam criando leis permitindo sacanagens e impostos, mas coisa útil que é bom, nada. Minhas sugestões para o Governo Federal são:



1. Proibir escadas em baladas e festas open bar

TENSO! Escada em balada é altamente TENSO! Por 3 motivos :

1. baladas e festas open bar são reduto de gente alcoolizada, e álcool + escada não combinam.

2. salto alto + escada + escuridão total = queda louca e insana

3. ter de ficar subindo e descendo escada num lugar em que você tem de RELAXAR faz mal pro meu sedentarismo

2. Proibir sonzeira "sou praieiro sou guerreiro" nas ruas durante noites de sábado

Desculpem-me , mas eu não sou obrigada a ficar ouvindo psáááái trance , nem o "AH QUE ISSO ELAS ESTÃO DESCONTROLADAS" muito menos o "I'll be your umbrella ELLA ELLA Ê Ê Ê" do carro ao lado, quando estou indo sair à noite.

3. Aliás

Tirar a música "Umbrella" da Rihanna de circulação, pelo amor de Deus!

4. Proibir a combinação shorts branco curtíssimo, transparente e justo + saltão plataforma na beira-mar

Como Julia Petit já disse sabiamente, na praia não existe combinação mais ridícula e potranca do que essa.

5. Proibir a produção de roupas laranja

Fantasia de gari não é legal.

6. Todo brasileiro tem direito a uma hidromassagem

E tenho dito.

7. Obrigar a volta do Lado B , Covernation e Barraco MTV.

Porque só nessa época era legal assistir à Êmitiví.

8. Abrir mais emissoras de rádio voltadas pro rock.

Brasil 2000 virou rádio tocadora de hardcore, e a KISS Fm fica tocando Rush o dia todo. E pensar que nos EUA tem uma rádio voltada só pra Punk, outra só pra New Wave... Primeiro Mundo, né garele.

9. Abrir mais salas de cinema culturais em outras cidades.

É meio cansativo você ter de ir pra São Paulo pra assistir "Viagem a Darjeeling" e voltar.

1O. Toda cidadã que rale loucamente estudando numa universidade ferrada tem direito a um sapato , um perfume importado e uma peça de roupa do Alê Herchcovich por mês.

Essencial.

E pra terminar: música do ABBA rolando solta, sempre.

Com papel alumínio enrolado no corpitcho, que é luxo.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

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Este maço de cigarros
Num dia cinza
Que te faz pensar nos amigos
Desperdiçados
Por palavras que tu disseste

Nada mais é do que um caminho
Para longe
Para fora da tua escuridão
Que na verdade não acaba
É infinita dor que te amarra