quinta-feira, 22 de outubro de 2009
Poetada №2
cama pra dormir, teto pra morar, pagar minha breja no bar
pagar motel, trepar, namorar
mas por Deus, sem filhos pra criar
admirar belezas, selvagens, destemidas
mas calma, quem disse que isso é poesia?
foda-se a métrica e a rítmica
escrevo o que quero, sem me preocupar com o fim do dia
faço como na Thelema, ou como Miller dizia
cuspo na cara da arte... mijo na rua, na esquina
feliz não sou, mas um sorriso sei tirar
pois sei que engravatados, algo assim nunca poderão criar.
terça-feira, 25 de agosto de 2009
As sombras.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009
Ororo
na curva onde o sorriso se acentua
é o tempo construindo seus sinais
pelo medo de ser esquecido
e ao lembrar da passagem do tempo
sirvo um café e lembro dos dias áureos
em que eu sonhava ser, para sempre,
uma heroína dos quadrinhos
dentre as maravilhas que já consegui fazer
voar, feito pássaro, continuou a ser sonho
mas o tempo olha pela janela e me promete
“Daremos um jeito”.
Dani.Chinaski
terça-feira, 18 de agosto de 2009
A Noite.

quinta-feira, 30 de julho de 2009
O Aquário
janelas imensas que deixam ver os jardins e os animais do aquário
todos ali, flutuando como se estivessem dopados
como se estivessem sonolentos, satisfeitos
ou como se não soubessem mais quem eram
os tubarões tentavam farejar as crianças que cantavam baixinho,
com os narizes grudados na parede espelhada.
passavam rente à elas, roçando os focinhos pontudos, apurando aqueles olhos frios.
um peixe-lua surge em close no meu campo de visão, flutuando de baixo para cima, bem em frente à janela onde eu estava. um olho de cada lado naquele corpo redondo e cinzento, que se movimentava como um balão. que coisa estranha.
outra sala e surge uma piscina iluminada por um teto de vidro,
rochas, grandes blocos de gelo...e pingüins!
Dezenas deles, acenando freneticamente.
outros tanques anunciavam pedaços deslumbrantes de oceano.
estrelas do mar, coloridas e ranzinzas, corais, moréias,
esponjas, cardumes coloridos de peixes miudinhos,
medusas mães e filhas, azuis e muito brilhantes, nadando lentamente.
é o jeito humano de se apreciar o oceano:
mutilado e montado como um quebra-cabeça,
assegurando minha segurança e diversão.
mas quem tiver ouvidos que ouça
o silêncio daqueles olhos marinhos
Dani.Chinaski
quarta-feira, 22 de julho de 2009
Bom Tempo.
caiu-me o retrato em pedaços.
Cacos catados e arrumados,
no lugar de antes, um espaço.
segunda-feira, 13 de julho de 2009
Faz assim, ó : NÃO ENCHE.

Não sou obrigada a aguentar suas manias.
Não sou obrigada a ser do jeito que você quer que eu seja.
Não sou obrigada a gostar de você.
Não sou obrigada a rir das suas piadas.
Não sou obrigada a ter um namorado na hora em que você acha que eu devo ter um.
Não sou obrigada a ficar solteira na hora em que você acha que eu devo ficar.
Não sou obrigada a ficar com você, só porque você acha que eu quero.
Não é porque eu sou legal com você, que eu quero ficar com você. Eu só fui legal.
Não é porque eu sou solteira, que eu sou obrigada a ficar com o primeiro cara que aparece. Ou o segundo. Ou o terceiro. Ou aquele que me dá bom dia todo dia com um café na mão e pergunta para que andar eu vou , eu também não sou obrigada a ficar com ele.
Porque não é porque eu sou solteira, que eu tenho que ter vontade de estar namorando alguém agora.
E não é porque eu sou solteira, que eu tenho que ter vontade de ficar com meio mundo em 450 baladas todo fim de semana.
Eu posso ser solteira e me sentir bem assim.
Eu posso ser casada e me sentir bem assim.
Eu posso ser do jeito que eu quiser, QUE EU NÃO SOU OBRIGADA.
Eu posso ser lilás, amarela, furta-cor, ter um pônei azul elétrico de lustre no meu quarto, que eu vou continuar NÃO SENDO OBRIGADA.
Então faz assim, ó:
NÃO ENCHE.